terça-feira, 4 de novembro de 2014

Um artigo que vale a pena sobre os 12 piores hábitos para a saúde mental publicado na Time Magazine

Olá a todos!

Estou tentando retomar a escrita deste blog com assuntos que eu considero ao mesmo tempo úteis e interessantes. Este artigo lido na Time foi um deles. Na verdade, trata-se de um artigo originalmente publicado na health.com que acho que vale a pena ser lido.
Segundo o artigo os 12 piores hábitos para a saúde mental são os seguintes:
1) Andar curvado: parece esquisito, mas segundo o artigo, o modo como andamos afeta como nos sentimos. De acordo com pesquisadores que publicaram um estudo no Journal of Behavior Therapy and Experimental Psychiatry, quando os sujeitos da pesquisa foram orientados a andarem com os ombros arriados, encurvados e com o mínimo de movimentos dos braços, eles experienciaram humor pior do que aqueles que tinham andado com uma postura mais ereta. Incrível, não?
2) Tirar fotos de tudo: tirar fotos de tudo pode tornar dificultar a lembrança dos bons momentos da vida, de acordo com estudo publicado na  Psychological Science.Segundo os pesquisadores, as lentes da máquina funcionam como um véu na frente dos olhos e não nos damos conta do que está realmente lá. Na minha opinião isso serve para as câmeras digitais, de celulares, tablets etc porque enquanto o nosso foco é pensar no melhor ângulo, tirar a melhor foto, perdemos os momentos mais significativos daquilo que poderíamos vivenciar.
3) Deixar que um "valentão"  tire vantagem de você: "bullying" não é exclusividade de crianças em idade escolar. Segundo o artigo, há muitos trabalhadores americanos que sofrem com a pressão de alguém no trabalho. Ser vítima de ataques à autoestima maliciosamente poderá ser devastador, fazendo com que a pessoa se torne instável emocionalmente e tenha dificuldade até mesmo para se levantar e ir ao trabalho.
4)Não se exercitar:  tornar-se mais ativo três vezes por semana, diminui o risco para depressão em 19%, segundo um estudo publicado na  JAMA Psychiatry. Depois de seguir mais do que 11.000 pessoas nascidas em 1958 até a idade de 50 anos e registrando sintomas depressivos e níveis de atividade física em intervalos regulares, os pesquisadores da University College em Londres encontraram correlação entre atividade física e depressão. As pessoas que estavam deprimidas eram as menos ativas fisicamente.
5) Procrastinar: se evitamos uma tarefa porque nos torna ansiosos ou porque estamos com medo de falhar, o ato de procrastinar nos torna mais e mais ansiosos à medida que não lidamos com a tal tarefa.
6) Estar em um relacionamento tóxico: muitas pessoas que sofrem de ansiedade e depressão estão em um relacionamento tóxico, em que os parceiros, muitas vezes, as veem como alguém egoísta ou incompetente.
7) Levar a vida muito a sério: a risada é o remédio mais rápido para a ansiedade e depressão.
8) Não dormir: o sono afeta tudo. As nossas capacidades emocionais e mentais, assim como o funcionamento do nosso corpo são afetados pelo sono que tem a tarefa de regenerar o nosso corpo e o mal funcionamento do sistema.
9) Nunca estar sozinho:  é importante achar tempo para nós mesmos, mesmo que sejam 10 minutos, uma hora ou um dia. Se não tivermos tempo para fazermos coisas por nós mesmos, a depressão e ansiedade podem aparecer.
10) Não falar realmente com ninguém: se você usa mensagens de texto pelo Facebook ou outras redes sociais em vez de estar em contatos com amigos pessoalmente, você não está tendo um contato significativo. Uma vez que tenhamos aprendido a nos conectar somente virtualmente isso poderá impactar negativamente nossa habilidade e interesse em sentar frente a frente numa saloa com alguém e realmente conversar com as pessoas.
11) Não conseguir viver sem o telefone celular (smartphone): com todos os aparelhos que temos à mão, isso tende a nos superestimular o que não permite que nós descansemos verdadeiramente e regeneremos nossos corpos e mentes.
12) Ser multitarefa: a pesquisa mostra que embora muitos acreditem que hoje somos mais capazes de nos envolvermos em variadas tarefas, sendo mais produtivos, isso não bem verdade. O que ocorre é que acabamos por nos estressar mais, alheios ao que se passa no nosso entorno e incapazes de nos comunicar com eficiência.
Depois de tudo isso, visto a carapuça para algumas dessas situações e já começo a pensar em mudanças. Que venha 2015!!!! Menos estresse, mais atividade física, mais risadas, menos tarefas (será???)
Para quem tiver interesse em ler o artigo em inglês, aqui vai o link:
http://time.com/3554741/bad-habits-mental-health/

Até!!!!!

sábado, 6 de setembro de 2014

A caminho do IX Congresso Iberoamericano de Psicologia em Lisboa e do XVI World Congress of Psychiatry em Madri


Olá a todos!

Amanhã embarco para Lisboa para apresentar o trabalho: "Identificação precoce de déficits de linguagem e dificuldades comportamentais para intervenção psicoeducativa como política pública de educação: resultados parciais". Trata-se de uma pesquisa que está sendo desenvolvida em escolas de educação infantil da Prefeitura Municipal de Santos, sob a coordenação na Profª Drª Fernanda Dreux Miranda Fernandes, docente do curso de Fonoaudiologia da Faculdade de Medicina da USP. Em um primeiro momento, 180 crianças participam do projeto e foram avaliadas em vocabulário expressivo e receptivo e processamento auditivo central, assim como em comportamentos. Essas crianças serão reavaliadas em processamento auditivo central, vocabulário e comportamentos aos quatro anos. Das 180 crianças avaliadas, 90 constituem um grupo experimental e estão sendo submetidas à intervenção para o desenvolvimento e aprimoramento de linguagem e manejo de comportamentos-problema, por meio de atividades desenvolvidas em aplicativos para uso em tablets e orientações fornecidas a seus pais e professores por uma equipe de profissionais composta por educadores com formação em Fonoaudiologia, Psicologia e  Psicopedagogia. As outras 90 crianças restantes fazem parte do grupo controle. Ao final da intervenção, todas as 180 crianças serão reavaliadas em vocabulário receptivo e expressivo, processamento auditivo e comportamentos. Resultados preliminares de 15 sujeitos da amostra da avaliação em comportamentos e vocabulário auditivo mostraram uma correlação negativa, indicando que dificuldades comportamentais poderão estar relacionadas à dificuldades em linguagem, o que corrobora a proposta do projeto que é a de implementar um pacote de intervenção para desenvolvimento e aprimoramento de linguagem e comportamentos na educação infantil. Essa pesquisa está sendo subsidiada pela Fundação de Amparo à pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e pela Fundação Maria Cecília Souto Vidigal em parceria com  a Prefeitura Municipal de Santos. Eu, como pesquisadora do projeto, também recebo apoio da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e da Universidade Paulista (UNIP).
Deixo aqui o link para a programação científica do congresso. Nosso trabalho está descrito na página 46.

No dia 13 de setembro, embarco para Madri para o XVI World Congress of Psychiatry, para apresentar dois trabalhos: "Interventive Psychodiagnosis in autism: a case study" e "Developmental profiles of individuals on the autism spectrum". O primeiro trabalho, que será uma apresentação oral, descreve um estudo de caso de uma criança diagnosticada com autismo que foi encaminhada para avaliação psicológica para fornecer à escola orientação consistente para lidar com suas dificuldades e potencialidades. Os déficits nas três áreas que caracterizam o autismo são afetados por muitos fatores, e não somente a idade cronológica, nível de desenvolvimento, funcionamento específico da linguagem e repertório comportamental do sujeito. Uma avaliação categórica não foi suficiente para fornecer o suporte necessário, assim uma avaliação psicológica com uma abordagem dimensional foi uma ferramenta importante em se obter uma descrição compreensiva do caso. A dimensão colaborativa adotada ajudou tanto a psicóloga quanto os pais em escolher estratégias em como lidar com as potencialidade e dificuldades do sujeito. O segundo trabalho foi um estudo que foi parte da minha pesquisa de doutorado e objetivou descrever perfis de grupos de dez sujeitos com autismo com base no ADI-R (Entrevista de Diagnóstico para o Autismo - Revisada)  por meio de análise de aglomerados por semelhança (clusters). Falha na flexibilidade cognitiva pareceram estar envolvidas nos déficits que caracterizam o autismo. Os padrões de comportamento repetitivo e estereotipado podem ser atribuídos à falha na habilidade de pensar coerentemente e resolver problemas que dependem da flexibilidade cognitiva. Na comunicação, é esperado que os sujeitos compartilhem atenção, tenham interesse em outros e modulem as experiências sensoriais tanto quanto mudem o foco atencional rapidamente.  Os sujeitos apresentaram uma forte tendência em focar em um evento para obter uma certa medida de controle sobre a intensidade das informações e eventos vindos do ambiente. Déficits na interação social parecem derivar de um déficit primário que não favoreceu seu desenvolvimento. Foi possível concluir que práticas de avaliação produtivas requerem input e participação tanto de profissionais quanto de membros da família. O espectro do autismo se estende e diversifica em severidade de prejuízos sociais e cognitivos e é por isso que uma análise de aglomerados por semelhança (clusters) dos dados coletados por meio do ADI-R e a descrição da história de desenvolvimento são recomendados para uma melhor descrição do quadro porque oferece uma abordagem  do espectro em vez de uma abordagem categórica. Para este congresso, também recebo apoio da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e da Universidade Paulista (UNIP). Abaixo, coloco o link para o  congresso de Madri:
Bem, espero que tudo dê certo e que eu possa trazer mais novidades desses dois congressos! Depois conto como foi.